De q matéria é composto o nosso nada?
Q substância o concretiza?
Entre as inferências e outras tantas interferências, eis o q sobra:
Alusões.
(Ou seriam ilusões?)
Quem poderá provar...?
Somos os outros.
Os estranhos.
Os ets.
Existimos num universo ilegítimo, imaginário, inverossímil... por vezes insustentável.
Não há o q se possa evitar.
- E se houvesse, não seria evitado –
Inevitavelmente.
Não há bandeiras a defender,
Mas há densas fronteiras
- muitas vezes em guerra.
Nossos símbolos não são sagrados
E é tudo muito claro
Preto no branco
E um imenso espaço entre o hj e o talvez.
Snow, uma coisa perdida num caderno do final de 2006. Mas já fazia um tempão q tava separado entre os posts... qse impostáveis.
sexta-feira, junho 29, 2007
Coração
(Não, esse não é pra ler.)
Comprei um par de brincos novos. Eu adoro qnd compro um brinco novo – mesmo q não seja um par, já q essa modalidade única ta meio na moda agora – mas o fato é q gosto mesmo de brincos.
Eu só tenho um furozinho em cada orelha. E sempre tive medo q ele danificasse (abrisse demais, rasgasse, fechasse), por isso sempre evitei brincos muito pesados ou q pudessem ser puxados por pessoas más ou crianças sem muita noção de q brincos são diferentes de brinquedos. Da mesma maneira evitei os q pudessem ser puxados por meus gatos, qnd os tive, cachorro – q só tive um – e ficar sem brinco também era rigorosamente evitado, pra não fechar o buraquinho.
O dito orifício já inflamou e feriu, mas foram pouquíssimas vezes na vida. Curiosamente eu sempre agradeci a Deus por não ter alergia a qlq coisa q me impedisse de usar brincos. E Ele atendeu ao meu pedido me livrando tb de certas religiões ante-adereços-femininos mas q instituem a gravata como uma peça fundamental no vestuário masculino... Mostrando assim q sabem realmente o q vem a ser o significado de vaidade. Q Deus os tenha.
Prossegui sem mais buraquinhos porta-brincos na orelha, só tendo os q herdei por ocasião do nascimento com sexo feminino em uma cultura q me permitia tal brinde. Isso me alegra.
Em algumas tribos indígenas, são os homens q usam brincos, assim me disseram, e por ocasião de guerra. Eu tive a sorte de usar por pura paz. E só não fiz mais por medo de q eles inflamassem e terminassem por infeccionar o q já existia e me bastava.
Também pela dor de ter mais um ali... não sei. (Mas é um pouco diferente da tatuagem q eu morro de inveja de quem tem coragem... e q um dia eu faço. Doa em quem doer!)
E em especial pelo medo de não saber ao certo o q fazer com os furinhos a mais... qnt mais buracos, mais preocupação.
Então resolvi deixá-los tais quais eram, mas sem descartar q se um dia me der vontade...
Eu poderia passar muito tempo falando de brincos, do qnt eu gosto deles, de como me sinto, do valor q tem pra mim uma peça artesanal, com o único intuito de enfeitar, do símbolo, e de como eu gosto daquele certo brinquinho solitário naquela orelha direita... q ora é uma pedrinha brilhante, ora um arquinho dourado, ora uma casquinha de coco, ora prata...
Mas creio q nem o melhor terapeuta do mundo ouviria tudo com o olhar clínico. Assim, como eu tb não acho q é assunto q será lido eventualmente com a cor, o brilho e a beleza de qlq coisa q transita entre o dengo e o cuidado do ser q se enfeita e sorri pra seu próprio reflexo, como se lhe tivesse caído muito bem aquele pequeno mimo.
Me dou ao luxo de comprar dois pares de brincos por ano, e hj foi a vez do primeiro deles: um par tipo aro, prateado, tamanho médio, de fecho, no formato de um coraçãozinho...
E foi assim q hj, narcisicamente, me vi demorar na frente do espelho, a balançar de um lado para o outro aqueles penduricalhos, exibindo-me contente e satisfeita q nem bicho de estimação qnd recebe um carinho.
Snow, brincalhona.
(Eu avisei.)
Comprei um par de brincos novos. Eu adoro qnd compro um brinco novo – mesmo q não seja um par, já q essa modalidade única ta meio na moda agora – mas o fato é q gosto mesmo de brincos.
Eu só tenho um furozinho em cada orelha. E sempre tive medo q ele danificasse (abrisse demais, rasgasse, fechasse), por isso sempre evitei brincos muito pesados ou q pudessem ser puxados por pessoas más ou crianças sem muita noção de q brincos são diferentes de brinquedos. Da mesma maneira evitei os q pudessem ser puxados por meus gatos, qnd os tive, cachorro – q só tive um – e ficar sem brinco também era rigorosamente evitado, pra não fechar o buraquinho.
O dito orifício já inflamou e feriu, mas foram pouquíssimas vezes na vida. Curiosamente eu sempre agradeci a Deus por não ter alergia a qlq coisa q me impedisse de usar brincos. E Ele atendeu ao meu pedido me livrando tb de certas religiões ante-adereços-femininos mas q instituem a gravata como uma peça fundamental no vestuário masculino... Mostrando assim q sabem realmente o q vem a ser o significado de vaidade. Q Deus os tenha.
Prossegui sem mais buraquinhos porta-brincos na orelha, só tendo os q herdei por ocasião do nascimento com sexo feminino em uma cultura q me permitia tal brinde. Isso me alegra.
Em algumas tribos indígenas, são os homens q usam brincos, assim me disseram, e por ocasião de guerra. Eu tive a sorte de usar por pura paz. E só não fiz mais por medo de q eles inflamassem e terminassem por infeccionar o q já existia e me bastava.
Também pela dor de ter mais um ali... não sei. (Mas é um pouco diferente da tatuagem q eu morro de inveja de quem tem coragem... e q um dia eu faço. Doa em quem doer!)
E em especial pelo medo de não saber ao certo o q fazer com os furinhos a mais... qnt mais buracos, mais preocupação.
Então resolvi deixá-los tais quais eram, mas sem descartar q se um dia me der vontade...
Eu poderia passar muito tempo falando de brincos, do qnt eu gosto deles, de como me sinto, do valor q tem pra mim uma peça artesanal, com o único intuito de enfeitar, do símbolo, e de como eu gosto daquele certo brinquinho solitário naquela orelha direita... q ora é uma pedrinha brilhante, ora um arquinho dourado, ora uma casquinha de coco, ora prata...
Mas creio q nem o melhor terapeuta do mundo ouviria tudo com o olhar clínico. Assim, como eu tb não acho q é assunto q será lido eventualmente com a cor, o brilho e a beleza de qlq coisa q transita entre o dengo e o cuidado do ser q se enfeita e sorri pra seu próprio reflexo, como se lhe tivesse caído muito bem aquele pequeno mimo.
Me dou ao luxo de comprar dois pares de brincos por ano, e hj foi a vez do primeiro deles: um par tipo aro, prateado, tamanho médio, de fecho, no formato de um coraçãozinho...
E foi assim q hj, narcisicamente, me vi demorar na frente do espelho, a balançar de um lado para o outro aqueles penduricalhos, exibindo-me contente e satisfeita q nem bicho de estimação qnd recebe um carinho.
Snow, brincalhona.
(Eu avisei.)
Cicuta
Nem tenho tempo de achar q ta tudo errado.
(No setor do meu cérebro q processa essas coisas há um aviso: Quebrado!)
Calo-me.
Sem achar q está errado, sem aquela pergunta maldita de dúvida se tem q ser mesmo assim...
E seguido disto o desejo humano de concertar, rever, reformular...
O natural é o não. Não... Não pode ser!
Mas dessa vez será diferente.
Os dias em quarentena me fizeram menos humana, menos amena.
E dessa vez vou guardar minhas unhas e dentes comigo.
Dessa vez eu olho nos olhos e não beijo.
Entrego o corpo e alma fica só olhando.
Enquanto a vontade de gritar escorre discretamente pelo rosto... e eu te poupo do gosto.
Despeço-me com a mesma dor verdadeira e dilacerante
Mas já sem deixar as marcas do desespero cravadas no teu peito
Dessa vez eu ouço tudo sem interrupções
E aceito.
Snow, rabiscado em 30/01/06... e achado hj, sem saber exatamente se houve um motivo específico pra ter sido escrito ou se foi só mais uma dessas coisas q se escreve sem... (ter) sentido.
(No setor do meu cérebro q processa essas coisas há um aviso: Quebrado!)
Calo-me.
Sem achar q está errado, sem aquela pergunta maldita de dúvida se tem q ser mesmo assim...
E seguido disto o desejo humano de concertar, rever, reformular...
O natural é o não. Não... Não pode ser!
Mas dessa vez será diferente.
Os dias em quarentena me fizeram menos humana, menos amena.
E dessa vez vou guardar minhas unhas e dentes comigo.
Dessa vez eu olho nos olhos e não beijo.
Entrego o corpo e alma fica só olhando.
Enquanto a vontade de gritar escorre discretamente pelo rosto... e eu te poupo do gosto.
Despeço-me com a mesma dor verdadeira e dilacerante
Mas já sem deixar as marcas do desespero cravadas no teu peito
Dessa vez eu ouço tudo sem interrupções
E aceito.
Snow, rabiscado em 30/01/06... e achado hj, sem saber exatamente se houve um motivo específico pra ter sido escrito ou se foi só mais uma dessas coisas q se escreve sem... (ter) sentido.
quinta-feira, junho 28, 2007
Medo de careta
Piovani, minha filha, chamar Caetano de "Banana de Pijama" só pq a música não era pra vc, sinceramente... assim cê tá querendo ganhar uma canção de ninar!
Snow, de mal!
P.S. Liga não galera, é q com a crise e notícias como essa na mídia eu tô aqui ensaiando tentar uma vaguinha de editora na Contigo!
Snow, de mal!
P.S. Liga não galera, é q com a crise e notícias como essa na mídia eu tô aqui ensaiando tentar uma vaguinha de editora na Contigo!
Motivo n° 19
Depois de ficar das 10:00h da manhã até às 14:30h no laboratório de informática, após as aulas da manhã e uma noite insone:
- Eu não agüento mais! Na moral, vou embora. Preciso ir embora. Posso ir...?
- * Respiro fundo e arranjo um riso exausto * Pode. Pode ir sim. É só eu terminar o nosso trabalho aqui q eu já vou indo também.
- Porra, posso ir mesmo?
- Pode.
- Não. Essa não é uma cara de “Pode”. Essa cara é de “Pode seu filho duma puta desgraçado q vai me deixar aqui nessa porra desse laboratório fazendo a misera desse trabalho chato, com fome, morta de cansada e com um frio do caralho!”
- Rsrsrs. Vc tem razão. Mas pode ir assim mesmo. Eu termino issaqui.
- Sozinha?!
-Ô!
- Não. Então eu fico.
Snow, da minha coleção particular de “Porquês pelos quais eu acredito em Psicologia”.
- Eu não agüento mais! Na moral, vou embora. Preciso ir embora. Posso ir...?
- * Respiro fundo e arranjo um riso exausto * Pode. Pode ir sim. É só eu terminar o nosso trabalho aqui q eu já vou indo também.
- Porra, posso ir mesmo?
- Pode.
- Não. Essa não é uma cara de “Pode”. Essa cara é de “Pode seu filho duma puta desgraçado q vai me deixar aqui nessa porra desse laboratório fazendo a misera desse trabalho chato, com fome, morta de cansada e com um frio do caralho!”
- Rsrsrs. Vc tem razão. Mas pode ir assim mesmo. Eu termino issaqui.
- Sozinha?!
-Ô!
- Não. Então eu fico.
Snow, da minha coleção particular de “Porquês pelos quais eu acredito em Psicologia”.
É...
Sabe esses momentos ímpares em q vc constata q o q já passava pela sua cabeça há algum tempo, ainda q esfumaçado, na verdade, era aquilo mesmo?
Sempre me ocorreu investigar se aquilo q eu ouvia era de fato no q acreditava a pessoa q o dizia e por isso muitas vezes, ousei supor q não seria.
Sabe qnd, no contexto da sua descrença em algo, descrença essa q admite apenas uma possibilidade milagrosa q aconteça, vc ouve alguém te falando q essa coisa é assim e vc percebe q essa pessoa tentando te (se) convencer q é, tem, na verdade, uma fé menor q a sua?
Poiseh.
Sabe esse momentos em q vc tem certeza de algo mas... não pode falar nada, pq vc não teria coragem de dizer todos os motivos q o levaram a crer em tal.... e aí vc diz a si mesmo q... não vale a pena?
Sabe qnd vc tem a chance de provar por A+B e acaba escolhendo passar por infundado... E aí vc usa o argumento de q é pra não se rebaixar...?
Sabe qnd vc entende q os pensamentos de ganhar na loteria e os de se suicidar são constituídos da mesma matéria e separados apenas pela película (finíssima) do dimensionamento das coisas...?
Sabe qnd vc sente de súbito uma necessidade urgente de voltar ao útero?
- O texto acabaria aqui, até pq, comecei a escrever apenas pensando no existencialismo humano e na efemeridade da vida, mas relendo, não pude deixar de constatar q terminaria muito melhor desta forma: -
Sabe qnd vc está apaixonado?
Poiseh...
Nada faz sentido.
Snow, com algum transtorno.
P.S. idem à referencia abaixo.
Sempre me ocorreu investigar se aquilo q eu ouvia era de fato no q acreditava a pessoa q o dizia e por isso muitas vezes, ousei supor q não seria.
Sabe qnd, no contexto da sua descrença em algo, descrença essa q admite apenas uma possibilidade milagrosa q aconteça, vc ouve alguém te falando q essa coisa é assim e vc percebe q essa pessoa tentando te (se) convencer q é, tem, na verdade, uma fé menor q a sua?
Poiseh.
Sabe esse momentos em q vc tem certeza de algo mas... não pode falar nada, pq vc não teria coragem de dizer todos os motivos q o levaram a crer em tal.... e aí vc diz a si mesmo q... não vale a pena?
Sabe qnd vc tem a chance de provar por A+B e acaba escolhendo passar por infundado... E aí vc usa o argumento de q é pra não se rebaixar...?
Sabe qnd vc entende q os pensamentos de ganhar na loteria e os de se suicidar são constituídos da mesma matéria e separados apenas pela película (finíssima) do dimensionamento das coisas...?
Sabe qnd vc sente de súbito uma necessidade urgente de voltar ao útero?
- O texto acabaria aqui, até pq, comecei a escrever apenas pensando no existencialismo humano e na efemeridade da vida, mas relendo, não pude deixar de constatar q terminaria muito melhor desta forma: -
Sabe qnd vc está apaixonado?
Poiseh...
Nada faz sentido.
Snow, com algum transtorno.
P.S. idem à referencia abaixo.
Praça
Tinha no rosto uma expressão triste e seus olhos miravam um algo no infinito. Um algo vago, nem paz nem conflito.
Até tentava falar, mas a voz não saía. Vez em qnd dizia uma palavra ou outra e raramente algo q parecesse uma frase - q ninguém compreendia.
Andava devagar. Vagava ao andar. Entre os vazios, às vezes uma lágrima, e às vezes sorria.
Do corpo, um novo perfume sobre as roupas com cheiro de mofo, meio amarrotadas, esperando a ocasião de serem vestidas... guardadas na mala, sempre pronta para a despedida.
Nas mãos, marca de anéis, mas só os dedos. Braço, pescoço e orelhas sem enfeites. Nenhum outro adereço. Nada envolvia seus longos cabelos, soltos em movimento, dançando conforme o vento.
Tudo isto poderia dar uma sensação de liberdade... mas dava medo.
Dá primeira vez q eu vi de perto a solidão, permaneci em absoluto silêncio.
FLAKE, Snow. Cadernos Picoenses, Ed. Fantasma, Piauí, 2005.
Até tentava falar, mas a voz não saía. Vez em qnd dizia uma palavra ou outra e raramente algo q parecesse uma frase - q ninguém compreendia.
Andava devagar. Vagava ao andar. Entre os vazios, às vezes uma lágrima, e às vezes sorria.
Do corpo, um novo perfume sobre as roupas com cheiro de mofo, meio amarrotadas, esperando a ocasião de serem vestidas... guardadas na mala, sempre pronta para a despedida.
Nas mãos, marca de anéis, mas só os dedos. Braço, pescoço e orelhas sem enfeites. Nenhum outro adereço. Nada envolvia seus longos cabelos, soltos em movimento, dançando conforme o vento.
Tudo isto poderia dar uma sensação de liberdade... mas dava medo.
Dá primeira vez q eu vi de perto a solidão, permaneci em absoluto silêncio.
FLAKE, Snow. Cadernos Picoenses, Ed. Fantasma, Piauí, 2005.
segunda-feira, junho 25, 2007
Social
E ficou o pescoço querendo ser arranhado pela barba nascendo
O corpo querendo ser apertado pelo peito sob a camisa azul
O coração batendo sem saber se podia... não pode!
E ficou tudo querendo ser
E foi só.
Snow
O corpo querendo ser apertado pelo peito sob a camisa azul
O coração batendo sem saber se podia... não pode!
E ficou tudo querendo ser
E foi só.
Snow
E tudo mudou...
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e tv
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
Snow, q anda recebendo mais e-mails do q o q pode ler, mas q sempre lê Veríssimo... mesmo sem saber se é dele mesmo.
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e tv
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
Snow, q anda recebendo mais e-mails do q o q pode ler, mas q sempre lê Veríssimo... mesmo sem saber se é dele mesmo.
sábado, junho 16, 2007
Comunicado
Motivada pela razoável queixa contante do comentário do post abaixo, a direção vem através desta nota informar que o problema com a ausência de patrocínio para o custeio das dispesas com cyber tem sido o diferencial na redução destas postagens, visto q as mesmas, apesar de estarem sendo produzidas normalmente, dada a escassez de verba para esta área, têm sofrido tal redução, considerável, nas devidas publicações.
Gostaríamos de manifestar nossos sinceros agradecimentos pelo constante incentivo e preocupação com a qualidade característica dos nossos assíduos leitores, aos quais temos imenso prazer em ter como clientes. Nesta oportunidade também, aproveitamos para noticar-lhes que, tão logo sejam reestabelecidas as condições mínimas de funcionamento, estaremos disponibilizando novas postagens para melhor atendê-los.
Sem mai$ para o momento, firmamo-nos.
SnowFlake Corporation. And Spiritation.
Gostaríamos de manifestar nossos sinceros agradecimentos pelo constante incentivo e preocupação com a qualidade característica dos nossos assíduos leitores, aos quais temos imenso prazer em ter como clientes. Nesta oportunidade também, aproveitamos para noticar-lhes que, tão logo sejam reestabelecidas as condições mínimas de funcionamento, estaremos disponibilizando novas postagens para melhor atendê-los.
Sem mai$ para o momento, firmamo-nos.
SnowFlake Corporation. And Spiritation.
quinta-feira, junho 14, 2007
Pé atrás
- Eu penso assim: a gente tem q dar um voto de confiança às pessoas.
- Um voto de confiança? Um só?
- Claro!!! Senão corre o risco do pessoal estrapolar.
Snow, q não sabe, q sinceramente... só Jesus!
- Um voto de confiança? Um só?
- Claro!!! Senão corre o risco do pessoal estrapolar.
Snow, q não sabe, q sinceramente... só Jesus!
terça-feira, junho 05, 2007
Convivência
Curiosamente tenho tido vontade de escrever sobre qse tudo - menos sobre os assuntos que me são solicitados por ocasião da faculdade.
Muito embora alguns desses
temas
tenham saltado dos livros
que tenho lido
de relance
nos corredores da biblioteca
ou apenas visto
seus títulos
entre as frestas
das estantes
onde ficam os livros
que eu tenho,
ou deveria ter,
lido.
Estranhamente isto me prova que eu posso produzir... num momento em que algumas provas tentam o inverso.
Considero isto bom.
Não o fator “nota”, é verdade, mas eu ter notado q posso escrever... ainda. - Embora assaltada pelo medo de que os trabalhos acadêmicos me roubem toda a poesia, o q seria grave.
Esses dias eu passei uns dias, ah dias!
“Eita tempo bom pra quem gosta de tempo ruim!” – diria um matuto.
Foram dias sem muito a dizer e de muitas palavras... E eu tenho descoberto q a Psicologia não é exatamente do jeito q eu sonhava.
Me senti como nos casamentos em q o companheiro só se mostra como realmente é depois q já estão casados.
E como a Psicologia tem sido fria com os meus sentimentos!
Dura, grosseira... E eu tenho respondido-lhe tb de maneiras adversas.
Curioso: mal começamos e já estamos em crise!
Agora por exemplo, estou escrevendo pra espairecer, sair um pouco da rotina. Mas como é característico dos relacionamentos mal resolvidos, não estou conseguindo falar de outra coisa...
A paixão é foda!
E eu fico assim, absorta...
Morrendo de saudades dos tempos de namoro.
Snow, desgastada.
Muito embora alguns desses
temas
tenham saltado dos livros
que tenho lido
de relance
nos corredores da biblioteca
ou apenas visto
seus títulos
entre as frestas
das estantes
onde ficam os livros
que eu tenho,
ou deveria ter,
lido.
Estranhamente isto me prova que eu posso produzir... num momento em que algumas provas tentam o inverso.
Considero isto bom.
Não o fator “nota”, é verdade, mas eu ter notado q posso escrever... ainda. - Embora assaltada pelo medo de que os trabalhos acadêmicos me roubem toda a poesia, o q seria grave.
Esses dias eu passei uns dias, ah dias!
“Eita tempo bom pra quem gosta de tempo ruim!” – diria um matuto.
Foram dias sem muito a dizer e de muitas palavras... E eu tenho descoberto q a Psicologia não é exatamente do jeito q eu sonhava.
Me senti como nos casamentos em q o companheiro só se mostra como realmente é depois q já estão casados.
E como a Psicologia tem sido fria com os meus sentimentos!
Dura, grosseira... E eu tenho respondido-lhe tb de maneiras adversas.
Curioso: mal começamos e já estamos em crise!
Agora por exemplo, estou escrevendo pra espairecer, sair um pouco da rotina. Mas como é característico dos relacionamentos mal resolvidos, não estou conseguindo falar de outra coisa...
A paixão é foda!
E eu fico assim, absorta...
Morrendo de saudades dos tempos de namoro.
Snow, desgastada.
quinta-feira, maio 31, 2007
Disciplinas
O dia de hj foi uma enorme mandíbula de dentes afiados que me triturou
Me engoliu e me vomitou no dia seguinte...
Aos bagaços.
Snow, da série "Pequenos professores, Grandes trabalhos".
Me engoliu e me vomitou no dia seguinte...
Aos bagaços.
Snow, da série "Pequenos professores, Grandes trabalhos".
sexta-feira, maio 25, 2007
Operante
Reforços não contingentes (p. 132)
“Afinal”, disse Frazier, “o que é amor se não reforçamento positivo?” “Ou vice-versa”, disse Burris.
Estavam ambos errados. Eles deveriam ter dito “um ato de amor”. Amor como um estado é uma disposição para agir em direção a outra pessoa de maneiras que sejam reforçadoras, mas sem prestar atenção a quaisquer contingências. No amor agimos para agradar e não para ferir, para ser genuíno e não para ser sedutor, mas não agimos para mudar comportamento. Sem dúvida que o modificamos, uma vez que estamos mais predispostos a agir de maneiras reforçadoras quando acabamos de ser tratados dessas formas. Ação recíproca pode sobrepor-se, sem que isso implique em um contrato (nenhum dos dois lados diz “eu o amarei mais, se você me amar mais”).
Na terapia e na educação afeição genuína não pode ser usada para resolver problemas. Ela não pode ser “ligada” ou “desligada” no momento certo. Mas, isso significa evitar seu uso? Suponha que você descobre que ao amar alguém você está reforçando comportamento perigoso; você pode interromper sinais de seu amor enquanto continua amando? Não seria isso simplesmente uma forma ligeiramente mais elaborada de fazer algo bom para alguém, isto é, de amar?
* Epstein, R. (Ed.) (1980) Notebooks, B. F. Skinner. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice - Hall, Inc. p.132
* Texto traduzido por Hélio José Guilhardi e Patrícia Piazzon Queiroz
____
P.S. SnowFlake, sem nada a acrescentar.
“Afinal”, disse Frazier, “o que é amor se não reforçamento positivo?” “Ou vice-versa”, disse Burris.
Estavam ambos errados. Eles deveriam ter dito “um ato de amor”. Amor como um estado é uma disposição para agir em direção a outra pessoa de maneiras que sejam reforçadoras, mas sem prestar atenção a quaisquer contingências. No amor agimos para agradar e não para ferir, para ser genuíno e não para ser sedutor, mas não agimos para mudar comportamento. Sem dúvida que o modificamos, uma vez que estamos mais predispostos a agir de maneiras reforçadoras quando acabamos de ser tratados dessas formas. Ação recíproca pode sobrepor-se, sem que isso implique em um contrato (nenhum dos dois lados diz “eu o amarei mais, se você me amar mais”).
Na terapia e na educação afeição genuína não pode ser usada para resolver problemas. Ela não pode ser “ligada” ou “desligada” no momento certo. Mas, isso significa evitar seu uso? Suponha que você descobre que ao amar alguém você está reforçando comportamento perigoso; você pode interromper sinais de seu amor enquanto continua amando? Não seria isso simplesmente uma forma ligeiramente mais elaborada de fazer algo bom para alguém, isto é, de amar?
* Epstein, R. (Ed.) (1980) Notebooks, B. F. Skinner. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice - Hall, Inc. p.132
* Texto traduzido por Hélio José Guilhardi e Patrícia Piazzon Queiroz
____
P.S. SnowFlake, sem nada a acrescentar.
segunda-feira, maio 21, 2007
Estágio
Deveria ter dito q era passageiro
Deveria ter explicado q era temporário
Deveria ter deixado claro q não era pra sempre...
Mas não deu tempo.
Tudo não passou de um breve contato.
Snow, q não faz mais parte do quadro.
Deveria ter explicado q era temporário
Deveria ter deixado claro q não era pra sempre...
Mas não deu tempo.
Tudo não passou de um breve contato.
Snow, q não faz mais parte do quadro.
Moção de falta
O link ainda consta de algumas páginas. Mas a página não pode ser encontrada.
Imagino q o endereço seja mantido por respeito, por inspiração, homenagem. No meu caso, é por devoção qse.
Eu q li todo. Todo = completamente. E comentei em 99,8% das postagens, abri os direcionamentos, os relacionados, as indicações, on e off line, não entendo.
A não-existência deixou um vazio em alguns dos meus textos q, não sei qnd mesmo irá passar completamente.
Eu conversei com ele, sabe? Quis ouvir do criador/consumador os motivos pausadamente mas... não sei. Não basta.
Não lido bem ainda com a idéia do espírito desencarnado.
Só o tempo...
Apagar um blog não é a mesma coisa q rasgar as cartas.
Acho mais parecido com o matar dos filhos depois q o casamento acaba.
Eu sei q tem gente q passa uma borracha, mas... não!
O Fragmentes nunca deveria ter sido deletado!
Snow, em ebulição.
P.S. Deveria se chamar "Eternas Saudades".
Imagino q o endereço seja mantido por respeito, por inspiração, homenagem. No meu caso, é por devoção qse.
Eu q li todo. Todo = completamente. E comentei em 99,8% das postagens, abri os direcionamentos, os relacionados, as indicações, on e off line, não entendo.
A não-existência deixou um vazio em alguns dos meus textos q, não sei qnd mesmo irá passar completamente.
Eu conversei com ele, sabe? Quis ouvir do criador/consumador os motivos pausadamente mas... não sei. Não basta.
Não lido bem ainda com a idéia do espírito desencarnado.
Só o tempo...
Apagar um blog não é a mesma coisa q rasgar as cartas.
Acho mais parecido com o matar dos filhos depois q o casamento acaba.
Eu sei q tem gente q passa uma borracha, mas... não!
O Fragmentes nunca deveria ter sido deletado!
Snow, em ebulição.
P.S. Deveria se chamar "Eternas Saudades".
Águas passadas
A minha tia tem os olhos marejados.
A minha tia qnd me olha tem os olhos marejados.
É diferente daquele momento emocionado em q se está prestes a saltar pelas janelas da alma... ela tem um lacrimejar constante, um olhar empoçado.
Eu não entendo bem o q ela fala. Ela não escuta direito, às vezes grita, outras fala alto. É provável q ela tb não entenda sempre o q diz e tenha já uma linguagem própria de quem qse sempre não fala nada.
É provável tb q eu nunca saiba de onde provém tanto choro q qse nunca cai, mas ficam ali, naqueles olhos castanho-azulados, beirando... sempre pronto a ser chorado.
Ela esconde o riso com as mãos, isso é outro detalhe. Qnd ela vai rir de qlq coisa, esconde a cara. E mesmo nesse momento, pelos leitos da pele enrugada, a represa ciliar se rompe...
Lembro de mim pequenininha, brincando na chácara onde ela morava – e ainda mora - , inventei de subir no pé de goiaba e na hora de descer tive medo. Ela me tirou de lá a cipoadas...
Outra ocasião, eu menor ainda, fui atravessar um dos pequenos córregos de água límpida q separam os canteiros de rosas q ela plantava qnd, de repente, comecei a afundar na terra fofa, pantanosa, movediça do fundo... gritei desesperada! Mas ela apareceu do meu lado imediatamente e me puxou como se não fosse nada. Na feição, apenas a raiva por ter sido incomodada. Eu, suja de lama, com medo das sanguessugas, chorando, estatelada.
A minha tia me encontra qse toda semana, como se não me visse a mais de vinte anos. E se espanta com a cor do meu cabelo, pergunta pq cortei, alonguei, trancei, se já casei, cadê o namorado... sempre com aquela expressão de ‘você não mudou nada’...
Eu não sei bem se ela sabe, mas ela sabe bem como assustar uma criança.
E saem milhões de olhos de todas aquelas lágrimas.
Snow, sobrinhográfica.
A minha tia qnd me olha tem os olhos marejados.
É diferente daquele momento emocionado em q se está prestes a saltar pelas janelas da alma... ela tem um lacrimejar constante, um olhar empoçado.
Eu não entendo bem o q ela fala. Ela não escuta direito, às vezes grita, outras fala alto. É provável q ela tb não entenda sempre o q diz e tenha já uma linguagem própria de quem qse sempre não fala nada.
É provável tb q eu nunca saiba de onde provém tanto choro q qse nunca cai, mas ficam ali, naqueles olhos castanho-azulados, beirando... sempre pronto a ser chorado.
Ela esconde o riso com as mãos, isso é outro detalhe. Qnd ela vai rir de qlq coisa, esconde a cara. E mesmo nesse momento, pelos leitos da pele enrugada, a represa ciliar se rompe...
Lembro de mim pequenininha, brincando na chácara onde ela morava – e ainda mora - , inventei de subir no pé de goiaba e na hora de descer tive medo. Ela me tirou de lá a cipoadas...
Outra ocasião, eu menor ainda, fui atravessar um dos pequenos córregos de água límpida q separam os canteiros de rosas q ela plantava qnd, de repente, comecei a afundar na terra fofa, pantanosa, movediça do fundo... gritei desesperada! Mas ela apareceu do meu lado imediatamente e me puxou como se não fosse nada. Na feição, apenas a raiva por ter sido incomodada. Eu, suja de lama, com medo das sanguessugas, chorando, estatelada.
A minha tia me encontra qse toda semana, como se não me visse a mais de vinte anos. E se espanta com a cor do meu cabelo, pergunta pq cortei, alonguei, trancei, se já casei, cadê o namorado... sempre com aquela expressão de ‘você não mudou nada’...
Eu não sei bem se ela sabe, mas ela sabe bem como assustar uma criança.
E saem milhões de olhos de todas aquelas lágrimas.
Snow, sobrinhográfica.
O retorno
Tem alguém ligando pra mim vez em qnd, à noite.
Digo alguém, pq me recuso a achar q foi erro na linha ou q fenômenos sobrenaturais possam alcançar tamanha tecnologia e discar pra... não dizer nada.
Qse sempre às onze, ou um pouco mais tarde. Às vezes até durante dia.
A pessoa – q pode muito bem ser várias e aleatórias – não se identifica. Na verdade eu nem atendo, pq só tenho tempo de ouvir o primeiro toque e... tb não tenho Bina.
É estranho. Até pq eu atendo a cobrar. Sempre. Mesmo trote. E não há nenhuma restrição com a operadora.
Quem me conhece, eu imagino q saiba o qnt eu gosto de receber telefonemas e dessa minha atração especial por horários inesperados e, talvez saiba até melhor q eu definir este meu comportamento verbal modulado por pulsos, além do q, alguém q não me conhece, não deve ter meu número.
Telefone é uma coisa muito recente em minha vida. Data de 6, 7 anos no máximo, com grandes períodos de uso restrito, seja pela localização, trabalho, ou ausência desses fatores. Mas houve uma época em q eu sabia de onde se originava um chamado seguido de desistência – o famoso toque – assim, fantasmagoricamente esperando q eu decifrasse. E eu qse sempre ‘ia em cima’. Mas hj em dia confesso, não tenho mais auspícios para enigmas.
Gostaria de sensibilizar aos eventuais navegantes, se assim o forem, q ao ligar para minha casa, por favor esperem até o terceiro toque antes de desistir. Como eu não tenho identificador, por favor, lembrem-se q ‘toques’ não tocam personalizados e prefiram, mesmo q a ligação seja a cobrar, pois eu não cobro, não desligar antes de me dizer quem é e do q se trata.
Houve um tempo em q eu reconhecia uma chamada à distância pelo cheiro.
Mas recentemente ando meio resfriada.
Snow, ocupada.
Digo alguém, pq me recuso a achar q foi erro na linha ou q fenômenos sobrenaturais possam alcançar tamanha tecnologia e discar pra... não dizer nada.
Qse sempre às onze, ou um pouco mais tarde. Às vezes até durante dia.
A pessoa – q pode muito bem ser várias e aleatórias – não se identifica. Na verdade eu nem atendo, pq só tenho tempo de ouvir o primeiro toque e... tb não tenho Bina.
É estranho. Até pq eu atendo a cobrar. Sempre. Mesmo trote. E não há nenhuma restrição com a operadora.
Quem me conhece, eu imagino q saiba o qnt eu gosto de receber telefonemas e dessa minha atração especial por horários inesperados e, talvez saiba até melhor q eu definir este meu comportamento verbal modulado por pulsos, além do q, alguém q não me conhece, não deve ter meu número.
Telefone é uma coisa muito recente em minha vida. Data de 6, 7 anos no máximo, com grandes períodos de uso restrito, seja pela localização, trabalho, ou ausência desses fatores. Mas houve uma época em q eu sabia de onde se originava um chamado seguido de desistência – o famoso toque – assim, fantasmagoricamente esperando q eu decifrasse. E eu qse sempre ‘ia em cima’. Mas hj em dia confesso, não tenho mais auspícios para enigmas.
Gostaria de sensibilizar aos eventuais navegantes, se assim o forem, q ao ligar para minha casa, por favor esperem até o terceiro toque antes de desistir. Como eu não tenho identificador, por favor, lembrem-se q ‘toques’ não tocam personalizados e prefiram, mesmo q a ligação seja a cobrar, pois eu não cobro, não desligar antes de me dizer quem é e do q se trata.
Houve um tempo em q eu reconhecia uma chamada à distância pelo cheiro.
Mas recentemente ando meio resfriada.
Snow, ocupada.
Desculpa
O tempo, como sempre.
Falta de Internet em casa não conta, já q, não deve existir falta do q nunca houve.
É o frio q faz este laboratório, é a quantidade de provas q ando fazendo, são os concursos q têm pra serem feitos cujas provas estão próximas, é o tempo de transporte de lá pra cá, é não poder ficar aqui mais de 10 horas por dia – e eu normalmente fico umas 8, aí meu estômago reclama, é tudo isso menos a falta de coisas escritas.
A falta de assunto tb não é desculpa, mas róla. O excesso de falta. Só q, nem... sabe? Nem.
O q tem acontecido e é o motivo desta nota é q os posts têm envelhecido no tempo. É verdade, tão perdendo a validade.
E eu tive um receio de postá-los como novos assim, amarelados. Ao mesmo tempo o meu velho receio de abandoná-los...
Então vai ficando tudo assim... hj, por exemplo, dia 21 e apenas 5 posts de maio, sendo q 1 foi colagem.
Um fato novo é q não posso mais ignorar a presença de leitores novos, coisa q não estou acostumada. Antes, pouquíssimos se manifestavam, mas já vez em qnd eu vejo q, algumas coisas mudaram. E bateu o medo incauto de decepciona-los...
Tem gente q vem aqui, de quem eu já li tudo o q eu vi escrito na net, lembro a escrita e até arrisquei alguns comentários, mas não posso negar q encontra-los, “dar de cara”, me dá certa timidez... Seja pr ter me visto parecida com alguns, seja por ter me sentido diferente, enfim... bate aquele medinho de q me peguem de calças curtas, pela ausência de melhor metáfora.
Este detalhe e todos os outros q enumerei têm sido os motivos da não postagem, e conseqüente acúmulo e envelhecimento dos textos q eu tenho escrito... como sempre.
Mas eu prometo postar tudo na ordem. Ou fora dela.
Assim q tiver tempo. E for criando coragem.
Snow, q vai mesmo. Sério! Como sem falta!!
Falta de Internet em casa não conta, já q, não deve existir falta do q nunca houve.
É o frio q faz este laboratório, é a quantidade de provas q ando fazendo, são os concursos q têm pra serem feitos cujas provas estão próximas, é o tempo de transporte de lá pra cá, é não poder ficar aqui mais de 10 horas por dia – e eu normalmente fico umas 8, aí meu estômago reclama, é tudo isso menos a falta de coisas escritas.
A falta de assunto tb não é desculpa, mas róla. O excesso de falta. Só q, nem... sabe? Nem.
O q tem acontecido e é o motivo desta nota é q os posts têm envelhecido no tempo. É verdade, tão perdendo a validade.
E eu tive um receio de postá-los como novos assim, amarelados. Ao mesmo tempo o meu velho receio de abandoná-los...
Então vai ficando tudo assim... hj, por exemplo, dia 21 e apenas 5 posts de maio, sendo q 1 foi colagem.
Um fato novo é q não posso mais ignorar a presença de leitores novos, coisa q não estou acostumada. Antes, pouquíssimos se manifestavam, mas já vez em qnd eu vejo q, algumas coisas mudaram. E bateu o medo incauto de decepciona-los...
Tem gente q vem aqui, de quem eu já li tudo o q eu vi escrito na net, lembro a escrita e até arrisquei alguns comentários, mas não posso negar q encontra-los, “dar de cara”, me dá certa timidez... Seja pr ter me visto parecida com alguns, seja por ter me sentido diferente, enfim... bate aquele medinho de q me peguem de calças curtas, pela ausência de melhor metáfora.
Este detalhe e todos os outros q enumerei têm sido os motivos da não postagem, e conseqüente acúmulo e envelhecimento dos textos q eu tenho escrito... como sempre.
Mas eu prometo postar tudo na ordem. Ou fora dela.
Assim q tiver tempo. E for criando coragem.
Snow, q vai mesmo. Sério! Como sem falta!!
quarta-feira, maio 09, 2007
O Mendigo
(Paulo Mendes Campos)
Eu estava numa banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes vespertinas. Depois me disse :
- Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas ta certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:
- O Brasil ainda não teve um governo que prestasse, nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura ( aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver não queria dizer nada:
- O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruins. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse convencido de sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
- O Senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinqüenta e lhe ofereci pela franqueza.
- Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também é, no fundo, igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom, cem por cento bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?
----
Snow, da coleção the best.
Eu estava numa banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes vespertinas. Depois me disse :
- Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas ta certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:
- O Brasil ainda não teve um governo que prestasse, nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura ( aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver não queria dizer nada:
- O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruins. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse convencido de sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
- O Senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinqüenta e lhe ofereci pela franqueza.
- Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também é, no fundo, igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom, cem por cento bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?
----
Snow, da coleção the best.
segunda-feira, maio 07, 2007
Protesto
"A gente tem mais é q imobilizar a sociedade mesmo!"
(Rodoviário em Salvador, se solidarizando com as paralisações q têm ocorrido em São Paulo esses dias.)
Tudo bem q a sociedade anda 'quebrada' realmente, mas o q eu achei mais intrigante é q, pelo discurso, não dá pra descobrir se o dito motorista é durkheimiano ou marxista.
Snow, abastecida.
Créditos
Ok, estou com as emoções à flor da pele.
A lua. Talvez a lua ter estado tão redondinha ontem à noite tenha a ver com isso lá no fundo... no fundo negro do céu q faz um tempão q eu não via.
Tem chovido em Salvador por esses dias. E eu tenho passado tanto tempo em salas, dentro de ônibus e sobre os livros q nem lembrava mais q o céu existia.
Ainda ontem entreguei um artigo sobre sexualidade feminina no século XVIII. Sete laudas. Parece mentira. Mas ficou muito bom. Sei lá, eu gostei.
(Também, li 3 artigos, 1 livro, 4 textos e assisti a um filme para produzi-lo! A discussão em grupo com os meus colegas também foi bastante produtiva... Sobre isso amadureci alguns dias e escrevi em uma madrugada o q, só depois, com a digitação ditada e a revisão imprescindível de alguns componentes do grupo, posso dizer, finalmente, q ficou lindíssimo.)
É uma pena q eu não queira mostrar a vcs aqui pq, apesar de tudo, eu reconheço q o q tá escrito ali é algo q não interessa a quem não vive num mesmo contexto. É uma pena q um trabalho acadêmico, por mais expansivo q seja, verse ainda sobre temas q não possam alcançar além das paredes da biblioteca a q se destina ( E se, com sorte, se destina!). É uma pena q a beleza q eu vi no escrito, tanto pela sua construção, pela idéia e formato, seja por isso mesmo, tão inacessível. É realmente uma pena q este universo universitário tenha objetos e objetivos tão restritos.
Meu corpo anda trêmulo por ter dormido pouco.
Minha cabeça anda doendo por ter me alimentado mal.
Meus olhos andam irritados pelas coisas q eu tenho/não tenho visto.
O rapaz do mercadinho foi gentil comigo.
O motorista do ônibus foi gentil comigo.
O garçon do restaurante chic dos pais de minha amiga... foi tão gentil comigo...
Deve haver algo errado, eu pensei comigo.
Qnd eu disse q não tinha mais uma gota de força, ele deitou a cabeça no meu colo pra descansar... e eu achei aquilo tudo muito lindo. Mas excluí a fotografia tirada com o celular. Com uma dor in...cognocível.
O melhor psicólogo do mundo, com o seu olhar clínico número 32, abriria um largo sorriso.
Mas essas coisas eu não conto assim sobre tantos escombros. A não ser qnd eu preciso ver algo q me faça sentir bem qnd eu acho q já não há mais muito o q se queira ver... É só nesse momento q eu consigo.
De manhã, lá pelas oito eu chego na aula com os olhos inchados, os cabelos lá em cima e menos pelo menos dois centímetros. Avaliação sobre emoções, memória, inteligência, esquecimento, velhice...
Agora mais essa! A faculdade conseguindo a proeza de me deixar insatisfeita comigo - como se fosse preciso!
Olhei no espelho e estava me sentindo ridícula, um lixo.
E aquele trabalho ali... tão perfeitinho...!
Pra completar ainda tive q reassistir "Closer - Perto demais" essa semana, por ocasião de uma resenha q terei q entregar na semana seguinte... E eu q pensei q nunca mais fosse rever aquele filme! Mas nem isso.
"-Qnd tudo isso acabar eu provavelmente irei sentir muita falta de não ter passado mais tempo com vc. E talvez já seja tarde demais. Eu peciso ir.
-Acabar o q? Espera! O q é 'tudo isso'? Fica...
-Não pede por favor. Eu tô muito cansada, tenho coisas pra estudar, já tá tarde... preciso ir indo..."
Tô pensando em chamar a resenha de "estranha intimidade".
Ou de "momento líqüido".
Snow (esgotada), Skiner, Freud, minha prova de Neurociências, a de PPB, o trabalho de Ética, os textos da CienteFico, a carona, esse frio q tô sentindo, Desenvolvimento, Piaget, Vigotsky e o vínculo afetivo, Max Weber, um desapaixonamento, Rollo May, meu grupo de Antropologia, a turma... e mais um monte de gente.
A lua. Talvez a lua ter estado tão redondinha ontem à noite tenha a ver com isso lá no fundo... no fundo negro do céu q faz um tempão q eu não via.
Tem chovido em Salvador por esses dias. E eu tenho passado tanto tempo em salas, dentro de ônibus e sobre os livros q nem lembrava mais q o céu existia.
Ainda ontem entreguei um artigo sobre sexualidade feminina no século XVIII. Sete laudas. Parece mentira. Mas ficou muito bom. Sei lá, eu gostei.
(Também, li 3 artigos, 1 livro, 4 textos e assisti a um filme para produzi-lo! A discussão em grupo com os meus colegas também foi bastante produtiva... Sobre isso amadureci alguns dias e escrevi em uma madrugada o q, só depois, com a digitação ditada e a revisão imprescindível de alguns componentes do grupo, posso dizer, finalmente, q ficou lindíssimo.)
É uma pena q eu não queira mostrar a vcs aqui pq, apesar de tudo, eu reconheço q o q tá escrito ali é algo q não interessa a quem não vive num mesmo contexto. É uma pena q um trabalho acadêmico, por mais expansivo q seja, verse ainda sobre temas q não possam alcançar além das paredes da biblioteca a q se destina ( E se, com sorte, se destina!). É uma pena q a beleza q eu vi no escrito, tanto pela sua construção, pela idéia e formato, seja por isso mesmo, tão inacessível. É realmente uma pena q este universo universitário tenha objetos e objetivos tão restritos.
Meu corpo anda trêmulo por ter dormido pouco.
Minha cabeça anda doendo por ter me alimentado mal.
Meus olhos andam irritados pelas coisas q eu tenho/não tenho visto.
O rapaz do mercadinho foi gentil comigo.
O motorista do ônibus foi gentil comigo.
O garçon do restaurante chic dos pais de minha amiga... foi tão gentil comigo...
Deve haver algo errado, eu pensei comigo.
Qnd eu disse q não tinha mais uma gota de força, ele deitou a cabeça no meu colo pra descansar... e eu achei aquilo tudo muito lindo. Mas excluí a fotografia tirada com o celular. Com uma dor in...cognocível.
O melhor psicólogo do mundo, com o seu olhar clínico número 32, abriria um largo sorriso.
Mas essas coisas eu não conto assim sobre tantos escombros. A não ser qnd eu preciso ver algo q me faça sentir bem qnd eu acho q já não há mais muito o q se queira ver... É só nesse momento q eu consigo.
De manhã, lá pelas oito eu chego na aula com os olhos inchados, os cabelos lá em cima e menos pelo menos dois centímetros. Avaliação sobre emoções, memória, inteligência, esquecimento, velhice...
Agora mais essa! A faculdade conseguindo a proeza de me deixar insatisfeita comigo - como se fosse preciso!
Olhei no espelho e estava me sentindo ridícula, um lixo.
E aquele trabalho ali... tão perfeitinho...!
Pra completar ainda tive q reassistir "Closer - Perto demais" essa semana, por ocasião de uma resenha q terei q entregar na semana seguinte... E eu q pensei q nunca mais fosse rever aquele filme! Mas nem isso.
"-Qnd tudo isso acabar eu provavelmente irei sentir muita falta de não ter passado mais tempo com vc. E talvez já seja tarde demais. Eu peciso ir.
-Acabar o q? Espera! O q é 'tudo isso'? Fica...
-Não pede por favor. Eu tô muito cansada, tenho coisas pra estudar, já tá tarde... preciso ir indo..."
Tô pensando em chamar a resenha de "estranha intimidade".
Ou de "momento líqüido".
Snow (esgotada), Skiner, Freud, minha prova de Neurociências, a de PPB, o trabalho de Ética, os textos da CienteFico, a carona, esse frio q tô sentindo, Desenvolvimento, Piaget, Vigotsky e o vínculo afetivo, Max Weber, um desapaixonamento, Rollo May, meu grupo de Antropologia, a turma... e mais um monte de gente.
Semi-pisicologia
"-Q legal, vc faz Psicologia! Tava mesmo precisando ser analisado.
-A recíproca não é verdadeira. Mas vc estuda o q?
-Eu faço nutrição.
-Rs. continua não sendo.
-Psicologia é um curso q eu gostaria de fazer, sabia?
-Vc e metade da humanidade.
-Sério?!
-Não em números. Mas q responde q 'gostaria de fazer', é uma quantidade considerável. Muita gente se seduz pela idéia de 'entender a mente humana'."
"-Mas vc não tá me analisando não, né?
-Não. Eu não tô te analisando.
- ;) "
Amores, não queiram saber o q passa pela cabeça de alguém qnd diz "não, eu não tô te analisando". Pelo bem do diálogo civilizado.
Snow, %$#@&¤*!
-A recíproca não é verdadeira. Mas vc estuda o q?
-Eu faço nutrição.
-Rs. continua não sendo.
-Psicologia é um curso q eu gostaria de fazer, sabia?
-Vc e metade da humanidade.
-Sério?!
-Não em números. Mas q responde q 'gostaria de fazer', é uma quantidade considerável. Muita gente se seduz pela idéia de 'entender a mente humana'."
"-Mas vc não tá me analisando não, né?
-Não. Eu não tô te analisando.
- ;) "
Amores, não queiram saber o q passa pela cabeça de alguém qnd diz "não, eu não tô te analisando". Pelo bem do diálogo civilizado.
Snow, %$#@&¤*!
Revolução líquida
Cadê a paixão q tava aqui...?
A praticidade comeu.
Ninguém chorou. A lógica desordenada das emoções se sentiria patética e não quis se expor. Ao invés, um risinho de qse dor tomava o lugar do espanto... e ninguém lamentou.
Talvez pq não fosse o momento - faz tempo q não é mais chegada a hora. Faz tanto tempo q só o tempo passa q o passado se perdeu lá com as suas razões.
Disseram q o presente tem mais graça. Admitiram e estão aí tentando provar o tempo todo.
Validar-se, encontrar-se, firmar-se.
Humanos/Homens/Mulheres.
Empregar-se, trabalhar-se, qualificar-se.
Máquinas/Viris/Múltiplas.
O afeto perdeu em qualidade. A confiança ficou pela metade. A construção virtualizou-se...
O preço da não-ansiedade não pode mais ser adiado por compromisso. E as parcelas não são suaves. E vêm acrescidas dos juros da cada vez mais estranha intimidade...
Capitalismo de guardar-se ao máximo e oferecer migalhas?
Socialização da frustração particular?
Medo antigo? Receio de arriscar?
Há o momento de decidir começar a preencher-se do outro. Permeá-lo de si. Há o momento de escolher construir...
E o contrário é encher-se de vazios.
Sem fim.
(Snow, 2007)*
*Fonte insegura.
A praticidade comeu.
Ninguém chorou. A lógica desordenada das emoções se sentiria patética e não quis se expor. Ao invés, um risinho de qse dor tomava o lugar do espanto... e ninguém lamentou.
Talvez pq não fosse o momento - faz tempo q não é mais chegada a hora. Faz tanto tempo q só o tempo passa q o passado se perdeu lá com as suas razões.
Disseram q o presente tem mais graça. Admitiram e estão aí tentando provar o tempo todo.
Validar-se, encontrar-se, firmar-se.
Humanos/Homens/Mulheres.
Empregar-se, trabalhar-se, qualificar-se.
Máquinas/Viris/Múltiplas.
O afeto perdeu em qualidade. A confiança ficou pela metade. A construção virtualizou-se...
O preço da não-ansiedade não pode mais ser adiado por compromisso. E as parcelas não são suaves. E vêm acrescidas dos juros da cada vez mais estranha intimidade...
Capitalismo de guardar-se ao máximo e oferecer migalhas?
Socialização da frustração particular?
Medo antigo? Receio de arriscar?
Há o momento de decidir começar a preencher-se do outro. Permeá-lo de si. Há o momento de escolher construir...
E o contrário é encher-se de vazios.
Sem fim.
(Snow, 2007)*
*Fonte insegura.
segunda-feira, abril 30, 2007
Pauta sobre o ofício
Acabo de descobrir qual o papel do estudante acadêmico de Psicologia no mercado.
E é o A4.
Xerocado.
Snow, mas pode chamar de resma.
E é o A4.
Xerocado.
Snow, mas pode chamar de resma.
Catálogo
Penso periodicamente q eu deveria ligar pra vc conforme prometi faz tempo, mas não consigo encontrar seu telefone... e não consigo encontrar uma forma de te dizer isto.
Não fosse eu ser assim tão atada a promessas, como imagino q vc já fez, tb teria esquecido.
Outra coisa q me incomoda é q, no lugar em minha mente responsável por guardar as promessas não há espaço pros motivos. Sinceramente, não lembro pq lhe prometi isto.
É provável q nunca uma coisa seja internalizada em mim por um único motivo. Geralmente é por vários. A maior parte, subjetivos. Daí no processo de elencá-los eu vou me perdendo em um ou outro e a conta fica sempre inacabada. Nessa fase eles vão pra minha "quarentena cerebral" de onde nunca mais serão resgatados nem por vontade, nem por outra força.
Vão-se os motivos, subsistem as promessas.
Outro dia eu me peguei lendo uma letra inteira da lista telefônica... quem sabe eu pudesse me livrar daquela dívida.
Dei pra andar olhando pros lados... quem sabe mesmo morando tão distante vc não passasse num ônibus q passa por mim...!
Deixei um lembrete outro dia na agenda: telefonar. Mas nem precisava, eu não esqueço.
Outro dia, alguém passou por mim com seu perfume, qse o segui... obstinada pelo desejo de lhe mandar um recado...
Certa noite não resisti, peguei o telefone, escolhi o préfixo do seu antigo bairro, combinei com sua data de aniversário e ouvi a voz do outro lado:
-Alô.
-Oi, vc pediu pr'eu te ligar... qual era mesmo o motivo?
-Eu?!Não sei, não lembro. Quem tá falando?!
-Já esperava. Bom, então outro dia a gente se fala, tá. Té mais.
-Ei, espera! Quem?!Do q... -
-Nada, eu prometi q ligaria, fiz uma promessa... mas esqueça.
Já ia voltar pra cama, qnd o telefone toca.
-Alô?
-Olha, vc já tá bem grandinha pra passar trote, ok? Mas isso é só pra te avisar q eu tenho bina!
Tum-tum-tum...
Moral da história: sempre escreva um post antes de testar uma hipótese. Até pq, tem coisas q... só acontecem com vc!
Snow, da coletânia "Textos fictícios sobre histórias verídicas".
Não fosse eu ser assim tão atada a promessas, como imagino q vc já fez, tb teria esquecido.
Outra coisa q me incomoda é q, no lugar em minha mente responsável por guardar as promessas não há espaço pros motivos. Sinceramente, não lembro pq lhe prometi isto.
É provável q nunca uma coisa seja internalizada em mim por um único motivo. Geralmente é por vários. A maior parte, subjetivos. Daí no processo de elencá-los eu vou me perdendo em um ou outro e a conta fica sempre inacabada. Nessa fase eles vão pra minha "quarentena cerebral" de onde nunca mais serão resgatados nem por vontade, nem por outra força.
Vão-se os motivos, subsistem as promessas.
Outro dia eu me peguei lendo uma letra inteira da lista telefônica... quem sabe eu pudesse me livrar daquela dívida.
Dei pra andar olhando pros lados... quem sabe mesmo morando tão distante vc não passasse num ônibus q passa por mim...!
Deixei um lembrete outro dia na agenda: telefonar. Mas nem precisava, eu não esqueço.
Outro dia, alguém passou por mim com seu perfume, qse o segui... obstinada pelo desejo de lhe mandar um recado...
Certa noite não resisti, peguei o telefone, escolhi o préfixo do seu antigo bairro, combinei com sua data de aniversário e ouvi a voz do outro lado:
-Alô.
-Oi, vc pediu pr'eu te ligar... qual era mesmo o motivo?
-Eu?!Não sei, não lembro. Quem tá falando?!
-Já esperava. Bom, então outro dia a gente se fala, tá. Té mais.
-Ei, espera! Quem?!Do q... -
-Nada, eu prometi q ligaria, fiz uma promessa... mas esqueça.
Já ia voltar pra cama, qnd o telefone toca.
-Alô?
-Olha, vc já tá bem grandinha pra passar trote, ok? Mas isso é só pra te avisar q eu tenho bina!
Tum-tum-tum...
Moral da história: sempre escreva um post antes de testar uma hipótese. Até pq, tem coisas q... só acontecem com vc!
Snow, da coletânia "Textos fictícios sobre histórias verídicas".
Versos Inacabados de Poemas Incompletos
Era a ilegitimidade da não pertinência
Das palavras de amor não ditas
Dos telefonemas não feitos
Das cartas q não foram escritas
Era a imaterialidade do subjetivo
As datas importantes em branco
Os presentes sem caixa, sem fita
Os cartões q não existiram
Era a substancialidade das idas sucessivas
Cada encontro uma partida
Cada abraço uma despedida
E o adeus nosso de todos os dias
Não era mais uma questão de acabar
Era mais pra descontinuar
O q há muito não existia
Nem seguia seu caminho
Então ele tomou coragem
E com apenas uma passagem
A deixou ali em suas distâncias
Junto aos seus finais intermináveis
E foi assim q, sem saber,
Ele começou a acabar
Sozinho.
Snow, revisto várias vezes.
Das palavras de amor não ditas
Dos telefonemas não feitos
Das cartas q não foram escritas
Era a imaterialidade do subjetivo
As datas importantes em branco
Os presentes sem caixa, sem fita
Os cartões q não existiram
Era a substancialidade das idas sucessivas
Cada encontro uma partida
Cada abraço uma despedida
E o adeus nosso de todos os dias
Não era mais uma questão de acabar
Era mais pra descontinuar
O q há muito não existia
Nem seguia seu caminho
Então ele tomou coragem
E com apenas uma passagem
A deixou ali em suas distâncias
Junto aos seus finais intermináveis
E foi assim q, sem saber,
Ele começou a acabar
Sozinho.
Snow, revisto várias vezes.
segunda-feira, abril 23, 2007
Coincidência
100%
Duro
-seguido de uma seta apontando para baixo-
Snow, q não perguntou o preço do souvenir por imaginar q esses mimos assim, personalizados, costumam sair mais caro q a encomenda.
segunda-feira, abril 16, 2007
Promoção
"Tá duro?
Sexo grátis por um ano!"
(Propaganda de motel em João Pessoa)
P.S.(Ou conclusão preciptada).: Supondo-se q este tipo de prêmio não pode ser conquistado por mérito, tão pouco por antigüidade... resta apenas a modalidade do sorteio.
Snow, q geralmente não tem sorte no jogo.
Sexo grátis por um ano!"
(Propaganda de motel em João Pessoa)
P.S.(Ou conclusão preciptada).: Supondo-se q este tipo de prêmio não pode ser conquistado por mérito, tão pouco por antigüidade... resta apenas a modalidade do sorteio.
Snow, q geralmente não tem sorte no jogo.
Embrulhada pra Viagem
Esta semana eu quis escrever. Quis muito. Quis tanto q aqui estou, não sei como, mas sei o pq.
Este tempo, por exemplo, furtivo no laboratório, num intervalo entre as aulas de Desenvolvimento e PPB... não existe. Poiseh. Eis um tempo imaginário. Mas eu precisava desse tempo - e vou continuar precisando.
Li bastante essa semana. Coisas q vou esquecer daqui há algumas semanas... Ia dizer q "li como nunca" mas pensando bem "li como sempre" é a expressão que mais se adequa.
Marx, Malinovski, Freud, Diderot, Laplanche, Piaget... nossa! Sabe qnd se lê tanto q a gente fica sem palavras...? Deve ser. E eu q sou verborrágica e mais recentemente adquiri o título de prolixa, senti por vezes o desejo incontido de escrever. Mas contive. Até pq o Sol achou de nascer nas horas mais impróprias esta semana. E eu tive q também amanhecer.
Estou dolorida de tanto ler... Meus músculos, os últimos q ainda restam, estão todos doridos. Coxa, pescoço, canela, olhos, braços, dedos, barriga e pés. Os da cabeça tb estão doendo. Sinto-me uma massa - pouca massa - de dores musculares e, por enquanto, parece q o único remédio seria uma eventual greve... (A terrível bênção das públicas. Não é o caso.)
O fato é q a minha vida acadêmica é esmagadora e muito frustrante às vezes. Passo muito tempo em ônibus e nem sempre chego. Os textos, as faltas, as notas, os trabalhos, as provas... nossa! Estou qse chegando à conclusão q é impossível a um ser humano sobreviver ao (ou às queimaduras do) terceiro grau. E, pra q isso ocorra, restam apenas poucas opções: ou ele não faz bem a faculdade, ou ele "morre" tentando fazer algo q preste, ou ele não é um ser humano. E diante dessas prerrogativas, ainda não me enquadrei.
(E olha q eu nem trabalho! Aliás, eu me espanto muito com isso tudo.)
Não q eu ache q 9 disciplinas seja pra qlq um. Não, eu não acho. Mas q eu preciso trabalhar é uma verdade científica! E a faculdade tem conseguido atrapalhar meus planos de passar num concurso.
Queria ter lido o regimento interno do tribunal lá, ter revisto a Constituição, repassado os códigos, memorizado uns artigos... e não tive tempo pras leis... Mas eu vou lá fazer. Desistir é sempre o caminho mais fácil e eu costumo preferir os mais complicados. E vai q anulem! rs
E virão outras provas. Chesf, IBGE - o famigerado -, a Câmara, o Mapa... um dia eu arrumo as malas e deixo pra trás o desemprego. Ele e as suas portas fechadas.
(Olhando pra essa conclusão, sonho de pobre é mesmo muito f!)
E eu q queria contar da delícia q é ler Diderot... Ah! Q doce carícia q é ler tamanha perspicácia, coragem, articulação, encadeamento e graça! Senti muita vontade de contar um pouco, resumir, mas não dá. É tão bom q é irresumível. Cada frase tem um valor q não pode ser substituído por abreviações, não dá pra cortar nada.
Senhoras e senhores, leiam Diderot pelo menos uma vez na vida! Sei q estamos todos atrelados aos nossos estilos e funções nessa vida, atividades acadêmicas, funções, famílias, além da dificuldade de encontrar os clássicos, além da escassez deles em bibliotecas, além do mais da nossa vida social, mas se puderem, leiam Diderot, leiam!
( O nosso Machado de Assis lia. Mas nem por ele ou por essa reles aprendiz mas pelo indescritível prazer q dá a junção da inteligência com o humor compondo a emoção.)
Essa semana eu começaria a escrever meu pequeno ensaio sobre o não-saber, q eu pretendia q virasse um tratado sobre a ignorância.
Outra coisa q queria ter escrito era sobre a "expressão", sobre o "expressar-se". Também sobre a "sedução" e por último sobre a "inconsistência"... Velhos temas sobre os quais eu tinha coisas, nem sei se novas a acrescentar, tirar. E já nem sei se ainda tenho.
Num mundo onde tenho q amarrar tudo a fontes seguras, aqui termina sendo o único espaço seguro onde eu posso citar a mim mesma.
Mas se o tempo continuar passando desta maneira eu posso estar em outra em algumas semanas.
Ou talvez não esteja mais entre nós.
Snow, atada.
Este tempo, por exemplo, furtivo no laboratório, num intervalo entre as aulas de Desenvolvimento e PPB... não existe. Poiseh. Eis um tempo imaginário. Mas eu precisava desse tempo - e vou continuar precisando.
Li bastante essa semana. Coisas q vou esquecer daqui há algumas semanas... Ia dizer q "li como nunca" mas pensando bem "li como sempre" é a expressão que mais se adequa.
Marx, Malinovski, Freud, Diderot, Laplanche, Piaget... nossa! Sabe qnd se lê tanto q a gente fica sem palavras...? Deve ser. E eu q sou verborrágica e mais recentemente adquiri o título de prolixa, senti por vezes o desejo incontido de escrever. Mas contive. Até pq o Sol achou de nascer nas horas mais impróprias esta semana. E eu tive q também amanhecer.
Estou dolorida de tanto ler... Meus músculos, os últimos q ainda restam, estão todos doridos. Coxa, pescoço, canela, olhos, braços, dedos, barriga e pés. Os da cabeça tb estão doendo. Sinto-me uma massa - pouca massa - de dores musculares e, por enquanto, parece q o único remédio seria uma eventual greve... (A terrível bênção das públicas. Não é o caso.)
O fato é q a minha vida acadêmica é esmagadora e muito frustrante às vezes. Passo muito tempo em ônibus e nem sempre chego. Os textos, as faltas, as notas, os trabalhos, as provas... nossa! Estou qse chegando à conclusão q é impossível a um ser humano sobreviver ao (ou às queimaduras do) terceiro grau. E, pra q isso ocorra, restam apenas poucas opções: ou ele não faz bem a faculdade, ou ele "morre" tentando fazer algo q preste, ou ele não é um ser humano. E diante dessas prerrogativas, ainda não me enquadrei.
(E olha q eu nem trabalho! Aliás, eu me espanto muito com isso tudo.)
Não q eu ache q 9 disciplinas seja pra qlq um. Não, eu não acho. Mas q eu preciso trabalhar é uma verdade científica! E a faculdade tem conseguido atrapalhar meus planos de passar num concurso.
Queria ter lido o regimento interno do tribunal lá, ter revisto a Constituição, repassado os códigos, memorizado uns artigos... e não tive tempo pras leis... Mas eu vou lá fazer. Desistir é sempre o caminho mais fácil e eu costumo preferir os mais complicados. E vai q anulem! rs
E virão outras provas. Chesf, IBGE - o famigerado -, a Câmara, o Mapa... um dia eu arrumo as malas e deixo pra trás o desemprego. Ele e as suas portas fechadas.
(Olhando pra essa conclusão, sonho de pobre é mesmo muito f!)
E eu q queria contar da delícia q é ler Diderot... Ah! Q doce carícia q é ler tamanha perspicácia, coragem, articulação, encadeamento e graça! Senti muita vontade de contar um pouco, resumir, mas não dá. É tão bom q é irresumível. Cada frase tem um valor q não pode ser substituído por abreviações, não dá pra cortar nada.
Senhoras e senhores, leiam Diderot pelo menos uma vez na vida! Sei q estamos todos atrelados aos nossos estilos e funções nessa vida, atividades acadêmicas, funções, famílias, além da dificuldade de encontrar os clássicos, além da escassez deles em bibliotecas, além do mais da nossa vida social, mas se puderem, leiam Diderot, leiam!
( O nosso Machado de Assis lia. Mas nem por ele ou por essa reles aprendiz mas pelo indescritível prazer q dá a junção da inteligência com o humor compondo a emoção.)
Essa semana eu começaria a escrever meu pequeno ensaio sobre o não-saber, q eu pretendia q virasse um tratado sobre a ignorância.
Outra coisa q queria ter escrito era sobre a "expressão", sobre o "expressar-se". Também sobre a "sedução" e por último sobre a "inconsistência"... Velhos temas sobre os quais eu tinha coisas, nem sei se novas a acrescentar, tirar. E já nem sei se ainda tenho.
Num mundo onde tenho q amarrar tudo a fontes seguras, aqui termina sendo o único espaço seguro onde eu posso citar a mim mesma.
Mas se o tempo continuar passando desta maneira eu posso estar em outra em algumas semanas.
Ou talvez não esteja mais entre nós.
Snow, atada.
segunda-feira, abril 09, 2007
de lá
(By Audrey Furlaneto in Ela na janela)
"Tenho todos os desejos e um coração que ora cabe num haicai ora numa epopéia.
Todo dia eu sou muito.
Se uma nuvem me começa, viro delírio.
Gosto de adivinhar nuvens. Fico nelas um dia inteirinho.
Acho bonito grama esmeralda e prédio comprido com espelho grande que reflete nuvem.
Um céu também me começa. Pra não pegar delírio, tem hora eu ando de cabeça baixa.
Outro dia, descobri vocação pra flor. De manhã, eu era copo-de-leite e, à tarde, girassol. Uma abelha se apaixonou. Foi bonito.
Gosto de mudar o nome das coisas e de ser todas elas.
Tenho um amigo que domina um leão e uma amiga que deixou o esmalte vermelho do dedo do pé sair sozinho. Quando saiu, ela virou estrela e foi embora.
Prefiro gente que tem coração de pássaro.
Amo bem forte que até dói de bom que é.
O que eu mais gostei de fazer na vida foi pisar em ovos de madrugada.
Pra mim, mais lindo no mundo é poesia.
Não faz muito tempo, eu entrei em estado de fada."
(Audrey Furlaneto)
Snow... encantada.
"Tenho todos os desejos e um coração que ora cabe num haicai ora numa epopéia.
Todo dia eu sou muito.
Se uma nuvem me começa, viro delírio.
Gosto de adivinhar nuvens. Fico nelas um dia inteirinho.
Acho bonito grama esmeralda e prédio comprido com espelho grande que reflete nuvem.
Um céu também me começa. Pra não pegar delírio, tem hora eu ando de cabeça baixa.
Outro dia, descobri vocação pra flor. De manhã, eu era copo-de-leite e, à tarde, girassol. Uma abelha se apaixonou. Foi bonito.
Gosto de mudar o nome das coisas e de ser todas elas.
Tenho um amigo que domina um leão e uma amiga que deixou o esmalte vermelho do dedo do pé sair sozinho. Quando saiu, ela virou estrela e foi embora.
Prefiro gente que tem coração de pássaro.
Amo bem forte que até dói de bom que é.
O que eu mais gostei de fazer na vida foi pisar em ovos de madrugada.
Pra mim, mais lindo no mundo é poesia.
Não faz muito tempo, eu entrei em estado de fada."
(Audrey Furlaneto)
Snow... encantada.
domingo, abril 08, 2007
Vírus
Acabo de fazer um documento no Word, mando pro meu próprio endereço de e-mail e vou verificar a caixa.
O e-mail chega, mas o texto não abre.
Motivo: Minhas configurações de segurança atuais não permitem o download deste arquivo.
É, ninguém mais acredita em ninguém mesmo.
Snow, detected.
O e-mail chega, mas o texto não abre.
Motivo: Minhas configurações de segurança atuais não permitem o download deste arquivo.
É, ninguém mais acredita em ninguém mesmo.
Snow, detected.
sábado, abril 07, 2007
Citação da semana
"Infelizmente a gente tem q ter esperança."
(Uma amiga, me incentivando)
Snow, e a semana por acaso era santa.
(Uma amiga, me incentivando)
Snow, e a semana por acaso era santa.
domingo, abril 01, 2007
sábado, março 31, 2007
Algemas
Nada nem ninguém acredita estar mais liberta q a ilegitimidade.
Ela não tem receios, vergonha, entende?
Envolta em sua máscara pode andar por aí, expôr-se, desfilar sorrateira e evidente como se ninguém a percebesse.
Ela olha pela janela, ergue a cabeça, cumprimenta conhecidos, sorri... Como se fosse dela, sabe? Como se pudesse, tivesse todo o direito de estar ali.
A ilegitimidade de certa forma sabe do perigo q corre. Mas é preciso mostrar q está disposta a enfrentar.
No fundo ela não gosta muito dessa sua condição e não a escolheria se, de certa forma, não tivesse 'ido parar' por lá.
Ela sorri confiante, mas tem medo.
E olha a legalidade com despeito.
Raiva onde pretendia sentir desprezo.
Indiferença é o nome q ela dá forçosamente ao tremor q lhe vem ao peito.
Fugitiva, sabe q não se pode demorar e vangloria-se das esquivas... cada vez mais sofisticadas!
Ela ri das pistas q deixa, sair e entrar sem ser notada...
E faz desse jogo de mostrar/esconder-se sua sobrevivência.
A ilegitimidade sente um frio bastardo pela manhã
E no fundo gostaria mesmo era que alguém, alguma autoridade
Na forma da lei, a enquadrasse.
E a prendesse.
Snow, sobre folhas q se desprendem da árvore e vão por onde sopra o vento sem se perceberem secas.
Sobre o acaso, a aleatoriedade e coisas outras.
Sob influências de Cassiano à luz de Foucault
E uma certa escuridão por ainda ser março...
Uma escuridão às luzes acesas.
Ela não tem receios, vergonha, entende?
Envolta em sua máscara pode andar por aí, expôr-se, desfilar sorrateira e evidente como se ninguém a percebesse.
Ela olha pela janela, ergue a cabeça, cumprimenta conhecidos, sorri... Como se fosse dela, sabe? Como se pudesse, tivesse todo o direito de estar ali.
A ilegitimidade de certa forma sabe do perigo q corre. Mas é preciso mostrar q está disposta a enfrentar.
No fundo ela não gosta muito dessa sua condição e não a escolheria se, de certa forma, não tivesse 'ido parar' por lá.
Ela sorri confiante, mas tem medo.
E olha a legalidade com despeito.
Raiva onde pretendia sentir desprezo.
Indiferença é o nome q ela dá forçosamente ao tremor q lhe vem ao peito.
Fugitiva, sabe q não se pode demorar e vangloria-se das esquivas... cada vez mais sofisticadas!
Ela ri das pistas q deixa, sair e entrar sem ser notada...
E faz desse jogo de mostrar/esconder-se sua sobrevivência.
A ilegitimidade sente um frio bastardo pela manhã
E no fundo gostaria mesmo era que alguém, alguma autoridade
Na forma da lei, a enquadrasse.
E a prendesse.
Snow, sobre folhas q se desprendem da árvore e vão por onde sopra o vento sem se perceberem secas.
Sobre o acaso, a aleatoriedade e coisas outras.
Sob influências de Cassiano à luz de Foucault
E uma certa escuridão por ainda ser março...
Uma escuridão às luzes acesas.
Assinar:
Postagens (Atom)
